Roselma da Silva Feitosa Milani
Canaã dos Carajás, Pará, Brasil

Roselma Milani é licenciada em Biologia pela UVA (Universidade Vale do Acaraú). Com mais de 20 anos na educação pública paraense, atuou como professora de Ciências, Secretária Municipal de Educação em Canaã dos Carajás e São Félix do Xingu, presidiu a UNDIME-PA (2021/2022) e o Conselho Estadual do FUNDEB (2021/2022). Pesquisadora nas áreas de formação de professores e tecnologias educacionais, é mestranda em Educação de Ciências e Matemática pela UFPA (Universidade Federal do Pará).
O punhado que media o mundo: o saber ribeirinho da minha avó
Resumo
Crônica sobre o saber matemático ribeirinho de uma avó às margens do Rio Xingu que, sem acesso à escola formal, dominava um sistema preciso de medidas, leitura do tempo solar e lunar, e gestão de recursos. A partir da memória afetiva, o texto articula esse conhecimento ancestral com o conceito de etnomatemática de D’Ambrosio, argumentando que práticas como o punhado como unidade de medida, a leitura das águas e a gestão doméstica com escassez constituem matemática encarnada, funcional e rigorosa.
Palavras-chave: Etnomatemática. Saber ribeirinho. Conhecimento ancestral. Transdisciplinaridade. D’Ambrosio.
The handful that measured the world: my grandmother’s riverine knowledge
Abstract
Chronicle about the riverside mathematical knowledge of a grandmother from the Xingu River who, without access to formal schooling, mastered a precise system of measurements, solar and lunar time reading, and resource management. Drawing on affective memory, the text articulates this ancestral knowledge with D’Ambrosio’s concept of ethnomathematics, arguing that practices such as the handful as a unit of measure, reading the waters, and domestic management under scarcity constitute embodied, functional, and rigorous mathematics.
Keywords: Ethnomathematics. Riverside knowledge. Ancestral knowledge. Transdisciplinarity. D’Ambrosio.
El puñado que midió el mundo: el saber fluvial de mi abuela
Resumen
Crónica sobre el saber matemático ribereño de una abuela del Río Xingu que, sin acceso a la escuela formal, dominaba un sistema preciso de medidas, lectura del tiempo solar y lunar, y gestión de recursos. A partir de la memoria afectiva, el texto articula ese conocimiento ancestral con el concepto de etnomatemática de D’Ambrosio, argumentando que prácticas como el puñado como unidad de medida, la lectura de las aguas y la gestión doméstica en la escasez constituyen una matemática encarnada, funcional y rigurosa.
Palabras clave: Etnomatemática. Saber ribereño. Conocimiento ancestral. Transdisciplinariedad. D’Ambrosio.
